Rodrigo Martins
Antecipando homenagem aos 40 anos de morte do gênio da música Igor Fiodorovitch Stravinsky, a gravadora Biscoito Fino e Dell’Arte Soluções Culturais lançam box com quatro CDs trazendo algumas das suas principais obras, como Petrushka e Pássaro de Fogo (L’Oiseau de Feu), regidas por nomes como Evgeny Mravinsky e Gennady Rozhdestvensky. A iniciativa faz parte do projeto Acervo Russo que pretende trazer à tona um verdadeiro tesouro oculto nos Arquivos Históricos da Rússia. São registros inéditos dos trabalhos de grandes mestres da música, como Mstislav Rostropovich, Evgeny Kissin e Gennady Rozhdestvensky, entre outros.
Olívia Hime, diretora artística da Biscoito Fino, conta que foi procurada por Carlos Andrade, diretor-presidente da Visom Digital, quem teve contato com esse legado e propôs o lançamento do acervo no Brasil. "Fiquei inebriada ao descobrir a existência dessas preciosidades, mas seria impossível selecionar entre as mais de 400 mil horas o que comporia o nosso projeto", explica. "Imediatamente, procurei Myrian Dauelsberg, da Dell´Arte, que sabia ser a parceira ideal para essa empreitada."
Myrian Dauelsberg também não contêm a empolgação com o projeto. "A disponibilização desta série constitui, sem dúvida, um marco histórico em nossa discografia. Além do valor intrínseco do repertório, o que temos de mais precioso é a preservação da interpretação de autênticos ícones da música, captados em sua plenitude artística."
Compositor, pianista e maestro, Stravinsky é considerado por muitos um dos maiores e mais influentes compositores do século 20. Devido à magnitude, importância de sua obra e a proximidade de seu aniversário de morte (6 de abril de 1971), os organizadores do projeto optaram pelo foco inicial no repertório deste que, pela vontade da família, deveria ter se tornado advogado, mas que, pela desproposital influência do pai, Fiodor Stravinsky, cantor da ópera imperial, preferiu seguir os caminhos da música.
O trabalho de recuperação é minucioso. "Os registros foram feitos originalmente em discos de acetato e fitas de poliéster e as gravações, realizadas ao vivo", explica Carlos Andrade. "O trabalho tem início em Moscou, onde engenheiros russos, a partir das matrizes, transcrevem as gravações para o formato digital. No Brasil, essas gravações são copiadas em CD pela Visom Digital que passa a restaurar os arquivos originais, eliminando chiados, estalos e distorções", complementa.
"Esta coleção é uma viagem através de todas as fases criativas do gênio Igor Stravinsky, englobando seus balés, miniaturas, orquestras, peças para piano solo/piano orquestra e obras corais. Os guias são alguns dos membros da nata musical da extinta URSS, como Evgeny Mavrinsky e sua magnífica Filarmônica de Leningrado, Gennady Rozhdestvensky, Viktor Tretyakov, Lazar Berman, Sviatoslav Richter, Nikolay Petrov e outros", exalta Lúcio Guimarães de Salles Soares, consultor musical escolhido para mergulhar no acervo e pinçar as gravações.
Como saiu no Jornal do Commercio.
Edição de sexta-feira e fim de semana, 17, 18 e 19 de dezembro de 2010.
Carderno Artes, página 3.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Condenação da OEA pode “manchar” prestígio internacional do Brasil
País terá um ano para apresentar medidas adotadas em cumprimento da sentença
José Henrique Lopes, do R7
O tribunal responsabilizou o Estado brasileiro pela desaparição de 62 pessoas nos anos 70 e pela não investigação dos crimes até agora. As vítimas integravam a Guerrilha do Araguaia, reprimida pelo Exército no sul do Pará.
Além disso, determinou uma série de medidas que devem ser tomadas, entre elas a investigação dos fatos e a punição dos responsáveis, a busca e entrega de restos mortais das vítimas, a oferta de tratamento psicológico aos familiares e a realização de um ato público de reconhecimento da responsabilidade do Estado.
Na sentença, a Corte Interamericana diz que a Lei de Anistia, promulgada em 1979, não poderá ser apontada como um “obstáculo” jurídico para impedir as investigações. Em abril, o STF (Supremo Tribunal Federal) rejeitou uma ação que pedia a revisão da norma para que fosse possível punir torturadores.
Dentro de um ano, uma nova audiência deverá ser realizada para que o Brasil apresente o andamento dos trabalhos. Segundo Beatriz Affonso, diretora para o Programa do Brasil do Cejil (Centro pela Justiça e o Direito Internacional), agora terá início o trabalho de acompanhamento do cumprimento da sentença. O Cejil é uma das organizações que levou a ação ao sistema interamericano, ao lado do grupo Tortura Nunca Mais do Rio de Janeiro e da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos de São Paulo.
- Pelo menos uma vez por ano, especialmente nesses casos em que os obstáculos políticos são mais complicados, o tribunal chama uma audiência para que o Estado apresente tudo o que fez, chame os peticionários [autores da ação] e os familiares para que possam valorizar ou não, apontar o que não está sendo feito a contento, para que a corte emita novas resoluções.
Beatriz diz que, caso se constante que a evolução não é satisfatória, a Corte tem poderes para emitir novas resoluções, por meio das quais faria ajustes ou redirecionaria as atividades desenvolvidas. Ela afirma que, enquanto todas as medidas não forem implementadas, o órgão não dará o processo por concluído.
- Se, daqui a um ano, nós entendermos que as buscas [dos corpos] não estão sendo realizadas a contento, e tenhamos provas, a Corte poderá ajustar.
Uma postura reticente em relação ao que foi determinado custaria ao Brasil, na opinião da diretora do Cejil, danos à sua imagem no exterior.
- Não há dúvida de que a repercussão internacional traz um mal estar. Em mais de uma ocasião, o Estado brasileiro explicitou interesse em fazer parte de órgãos internacionais, como o Conselho de Segurança da ONU. Neste caso, um Estado que não tem vontade de fazer justiça a respeito de períodos de exceção não tem passe livre.
Criméia Almeida, presidente da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos de São Paulo, recorda a participação das Forças Armadas brasileiras em missões internacionais, como no Haiti.
- Qual a respeitabilidade de uma missão de paz que não cumpre os direitos humanos dentro de seu próprio país?
Acompanhamento
O Brasil não poderá recorrer da decisão da Corte. Segundo Beatriz Affonso, o país terá de acatá-la de forma obrigatória porque é signatário do sistema interamericano.
- O Estado é obrigado a cumprir a sentença porque ele se disponibilizou, de boa-fé, a assumir o compromisso de poder vir a ser responsabilizado por [casos de] graves violações dos direitos humanos que tramitassem nesses órgãos internacionais.
A diretora do Cejil lembra que o Brasil assinou a Convenção Americana sobre Direitos Humanos, chamada também de Pacto de San José, em 1992. Seis anos mais tarde, durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o país aceitou a jurisdição da entidade.
O juiz Roberto de Figueiredo Caldas, responsável pelo caso na Corte, afirmou em seu voto que o Pacto de San José equivale a uma Constituição supranacional em relação aos direitos humanos, e disse que todos os poderes públicos e esferas nacionais, bem como legislações federais, estaduais e municipais de todos os Estados signatários, devem respeitá-lo.
Conforme a decisão, todos os processos relacionados à Guerrilha do Araguaia devem tramitar na justiça comum - ou seja, sem o envolvimento de tribunais militares. Com a nova orientação sobre a Lei de Anistia, casos que foram arquivados sob o argumento de que a norma impedia a investigação poderão ser reabertos.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Google lança livraria virtual com 3 milhões de títulos
fonte: Veja
O Google lançou nesta segunda-feira sua aguardada livraria virtual. A Google eBookstore tem no acervo mais de três milhões de títulos digitais, parte dos quais à venda, parte oferecida gratuitamente. "Acreditamos que será a maior loja de livros digitais do mundo", afirmou Jeannie Hornung, porta-voz do gigante de internet. As obras gratuitas estão abertas a todos, mas a operação paga, por enquanto, é restrita aos Estados Unidos.
Os livros podem ser acessados de quase qualquer aparelho com conexão de internet, desktop ou laptop, e funciona nos leitores de livros eletrônicos Nook, da Barnes & Noble, e Reader, da Sony. O líder Kindle, da rival Amazon, ficou de fora.
Por meio de um aplicativo específico, os títulos da Google eBookstore também podem ser lidos nos aparelhos da linha Apple - iPhone, iPad e iPod touch - e dispositivos com o sistema operacional do Google, o Android, como o smartphone Motorola Milestone ou o tablet Galaxy Tab, da Samsung.
O serviço do Google permite ao leitor conhecer uma série de dados sobre o livro, conhecer sua avaliação e ler os comentários, fazer buscas por palavras, alterar o tamanho da letra e escolher entre cinco fontes e várias opções de formatação. Também guarda o ponto em que a leitura foi interrompida, para que seja retomada tão logo o usuário retorne. A grande maioria dos títulos está em inglês, mas é possível encontrar obras em português de domínio público, como Os Lusíadas, de Luís de Camões.
Usuários do Google podem montar uma biblioteca particular na seção “Meus eBooks” da loja. Três livros gratuitos e em inglês já estão inclusos: Orgulho e Preconceito, de Jane Austen; Frankenstein, de Mary Shelley, e Histórias Maravilhosas, de Hans Christian Andersen. Para acrescentar mais livros gratuitos, basta procurar uma obra de interesse e e clicar em “Obter agora”.
(com AFP)
O Google lançou nesta segunda-feira sua aguardada livraria virtual. A Google eBookstore tem no acervo mais de três milhões de títulos digitais, parte dos quais à venda, parte oferecida gratuitamente. "Acreditamos que será a maior loja de livros digitais do mundo", afirmou Jeannie Hornung, porta-voz do gigante de internet. As obras gratuitas estão abertas a todos, mas a operação paga, por enquanto, é restrita aos Estados Unidos.
Os livros podem ser acessados de quase qualquer aparelho com conexão de internet, desktop ou laptop, e funciona nos leitores de livros eletrônicos Nook, da Barnes & Noble, e Reader, da Sony. O líder Kindle, da rival Amazon, ficou de fora.
Por meio de um aplicativo específico, os títulos da Google eBookstore também podem ser lidos nos aparelhos da linha Apple - iPhone, iPad e iPod touch - e dispositivos com o sistema operacional do Google, o Android, como o smartphone Motorola Milestone ou o tablet Galaxy Tab, da Samsung.
O serviço do Google permite ao leitor conhecer uma série de dados sobre o livro, conhecer sua avaliação e ler os comentários, fazer buscas por palavras, alterar o tamanho da letra e escolher entre cinco fontes e várias opções de formatação. Também guarda o ponto em que a leitura foi interrompida, para que seja retomada tão logo o usuário retorne. A grande maioria dos títulos está em inglês, mas é possível encontrar obras em português de domínio público, como Os Lusíadas, de Luís de Camões.
Usuários do Google podem montar uma biblioteca particular na seção “Meus eBooks” da loja. Três livros gratuitos e em inglês já estão inclusos: Orgulho e Preconceito, de Jane Austen; Frankenstein, de Mary Shelley, e Histórias Maravilhosas, de Hans Christian Andersen. Para acrescentar mais livros gratuitos, basta procurar uma obra de interesse e e clicar em “Obter agora”.
(com AFP)
Detran vai avisar por email quando carteira de motorista estiver para vencer
fonte: O Globo
RIO - Nem sempre a gente lembra de conferir a data de validade dos nossos documentos. Para facilitar a vida dos motoristas, que correm o risco de serem parados numa blitz com a habilitação vencida, o Detran passou a oferecer um sistema quem lembra por email aos usuários que está na hora de renovar a carteira de motorista.
A ferramenta, que fica no site do órgão, gera três avisos por email aos usuários lembrando que é preciso renovar o documento. O primeiro email chega quando ainda faltam três meses para expirar a carteira. O segundo chega quando faltam dois meses, e o terceiro quando faltar um mês.
Para usar o sistema basta entrar no site do Detran ( www.detranrj.gov.br ) e cadastrar seu email. Na página também é possível conferir se os documentos estão em dia ou não, basta informar seu CPF.
Em nota, o presidente do órgão, Fernando Avelino, a política de relacionamento com os motoristas é uma prioridade.
"A política de relacionamento com o cliente é uma das prioridades da atual gestão do departamento, já que iniciativas assim buscam solidificar o vínculo entre o Detran, administrado de forma empresarial, e as pessoas que necessitam dos serviços oferecidos pelo órgão", disse.
RIO - Nem sempre a gente lembra de conferir a data de validade dos nossos documentos. Para facilitar a vida dos motoristas, que correm o risco de serem parados numa blitz com a habilitação vencida, o Detran passou a oferecer um sistema quem lembra por email aos usuários que está na hora de renovar a carteira de motorista.
A ferramenta, que fica no site do órgão, gera três avisos por email aos usuários lembrando que é preciso renovar o documento. O primeiro email chega quando ainda faltam três meses para expirar a carteira. O segundo chega quando faltam dois meses, e o terceiro quando faltar um mês.
Para usar o sistema basta entrar no site do Detran ( www.detranrj.gov.br ) e cadastrar seu email. Na página também é possível conferir se os documentos estão em dia ou não, basta informar seu CPF.
Em nota, o presidente do órgão, Fernando Avelino, a política de relacionamento com os motoristas é uma prioridade.
"A política de relacionamento com o cliente é uma das prioridades da atual gestão do departamento, já que iniciativas assim buscam solidificar o vínculo entre o Detran, administrado de forma empresarial, e as pessoas que necessitam dos serviços oferecidos pelo órgão", disse.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Minha gente
Ontem estive na sede do glorioso Botafogo de Futebol e Regatas para o lançamento do livro Minha gente, da editora 7 letras, escrito pela jornalista Ana Maria Pires. A biografia é uma homenagem a uma das lendas vivas do rádio, Luiz Mendes, o comentarista da palavra fácil, um dos únicos presentes na fatídica Copa de 50, quando o Brasil perdeu para o Uruguai, em pleno Maracanã. Só para dar um gostinho, na contracapa, Luiz Mendes descreve o momento exato em que os uruguaios põem abaixo a esperança brasileira do primeiro título de campeão mundial, a descrição minuciosa de como foi sua narração, com as nove diferentes inflexões na hora do gol, emocionam antes de se começar a ler a história de sua vida. No salão nobre do alvinegro carioca, muitos convidados, amigos e colegas de trabalho. Tive a honra de estar perto de Leo Batista e Teixeira Heizer, dois gigantes do jornalismo esportivo. Entrevistei Cicero Mello, repórter da ESPN Brasil e tive a honra de ver de perto o imortal Luiz Mendes.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Por favor. Algo que não seja nada.
Nada para escrever. Pela primeira vez - anos se passaram - me aventuro a divagar pelo nada.
O que vem: nada.
E assim continuo digitando, teclando, quase datilografando, à espera de nada que seja nada.
Alguma coisa.
Uma vez que o que queira escrever, de fato, esteja longe de ser formulado, não me incabulo de vasculhar o nada.
Política, Futebol, Inventário.
Dilma cacarejou.
Serra grilou.
Vasco perdeu.
Botafogo empatou.
Tanta mesmice, que prefiro viajar sobre o nada.
Nada na mente, nada nas ideias, nada me interessa.
Em busca de uma nova maneira de viver, me deparo com o nada.
Mas, é assim mesmo. Isso é super natural. Deveria estar acostumado. Ou, deveria prever.
Mas. Nada.
Prefiro seguir o conselho espiritual: entregue.
Para o quê? Quem?
Nada...
Deixo a vida me levar.
Sem me descuidar.
Não entrego.
Rezo.
Seja o que for, continuo sendo.
Algo que não seja nada.
O que vem: nada.
E assim continuo digitando, teclando, quase datilografando, à espera de nada que seja nada.
Alguma coisa.
Uma vez que o que queira escrever, de fato, esteja longe de ser formulado, não me incabulo de vasculhar o nada.
Política, Futebol, Inventário.
Dilma cacarejou.
Serra grilou.
Vasco perdeu.
Botafogo empatou.
Tanta mesmice, que prefiro viajar sobre o nada.
Nada na mente, nada nas ideias, nada me interessa.
Em busca de uma nova maneira de viver, me deparo com o nada.
Mas, é assim mesmo. Isso é super natural. Deveria estar acostumado. Ou, deveria prever.
Mas. Nada.
Prefiro seguir o conselho espiritual: entregue.
Para o quê? Quem?
Nada...
Deixo a vida me levar.
Sem me descuidar.
Não entrego.
Rezo.
Seja o que for, continuo sendo.
Algo que não seja nada.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Dicas de Português
Coluna da Dad Squarisi
publicada na edição de segunda-feira, 18 de outubro de 2010,
no Jornal do Commercio, caderno B, página 14.
dadsquarisi.df@dabr.com.br
(Blog da Dad www.correiobraziliense.com.br)
Recado
publicada na edição de segunda-feira, 18 de outubro de 2010,
no Jornal do Commercio, caderno B, página 14.
dadsquarisi.df@dabr.com.br
(Blog da Dad www.correiobraziliense.com.br)
Recado
"A ortografia é mais que um mau hábito. É uma vaidade."
Raymond Queneau
Fênix, a vitória da vida
Viva! Os mineiros chilenos saíram do fundão da montanha sãos e salvos. Uma cápsula os resgatou. Chama-se Fênix. O nome é antigo como o mundo. Vem da Grécia. Era um pássaro fabuloso e enorme. Parecia uma águia com penas vermelhas, azuis e douradas. Em toda a Terra, só existia uma. Sem companheiro, ela não podia ter filhos. Então, inventou um jeito de se manter viva.Quando ficava velhiiiiiiiiiiiinha, enganava a morte. Ia pra floresta. Lá, selecionava plantas cheirosas e ervas mágicas. Fazia um ninho bem acolhedor. Em seguida, punha fogo na obra. Esperava as chamas ficarem bem altas e… saltava para o meio da fogueira. Virava cinza. Então, acontecia o milagre. Das cinzas nascia outra fênix. Era a fênix renascida. E começava tudo de novo.
Sem esforço
Fênix tem plural? Não. Os dois números têm a mesma forma (a fênix, as fênix). A pronúncia? Há duas. O x pode soar s ou cs.
Turma do x
As palavras terminadas em x têm uma marca. São pra lá de preguiçosas. Elas ostentam este lema — um é bom, dois é demais. Por isso escrevem-se do mesmo jeitinho no singular e plural: o tórax (os tórax), o xerox (os xerox), o ônix (os ônix), o telex (os telex).
Exceção? Fax joga em duas equipes. Uma: time dos preguiçosos (o fax, os fax). A outra: time dos trabalhadores (o fax, os faxes).
É portuguesa com certeza
Você está pensando no compartimento do banheiro onde tomamos banho de chuveiro? Ou nos espaços separados por divisórias? Ou no jogo em que os contendores, com luvas especiais, dão murros um no outro? O nome dessa gangue é boxe. Assim, com e final. O plural? Boxes.
Encher linguiça
Ufa! Finalmente os candidatos falaram. Ou melhor: foram obrigados a falar. Nos debates, surgem temas imprevistos. Não permitem, por isso, a decoreba. No debate da Band, Serra perguntava à Dilma. Dilma perguntava a Serra. No bate-boca nem sempre gentil, um verbo sobressaiu. É tergiversar.
"Você está tergiversando", repetia a petista depois de cada resposta do tucano. Os telespectadores estranharam a insistência. O que, afinal, significa a vedete verbal? O dicionário explica. É recorrer a evasivas, buscar subterfúgios, procurar rodeios. Em bom português: enrolar.
Leitor pergunta
Os jornais têm usado cada vez mais as aspas simples. Na quinta, li esta manchete: Candidato pede saúde ‘humanizada’ . A prática está provocando confusão na cabeça da moçada. Afinal, pode-se usar a solteirinha a torto e a direito?
Emílio das Chagas, Chapecó
Alto lá! A língua não é a casa da mãe joana. Ela tem regras. Uma delas: as aspas simples têm vez quando estiverem dentro de aspas: "Candidato pede saúde ‘humanizada’ ".
***
Se a mulher do presidente é a primeira-dama, como é chamado o marido da presidenta?
Patrícia Gomes, Barbacena
O coitado está desamparado pela língua. Como o fato é novidade, o maridão não tem nome especial ainda. Há quem fale em primeiro-cavalheiro. Ou primeiro-consorte. É chute.
Os heróis chilenos
A tragédia não passou de um susto. Após mais de dois meses a 622 metros abaixo da superfície terrestre, 33 mineiro chilenos saem como heróis de 'não sei o que'. O que poderia ter sido uma das maiores tragédias da história chilena e da mineração mundial, não passou de uma comemoração ufanista e política do presidente do Chile, Sebastián Piñera. O episódio teve seu primeiro capítulo concluído com um desafio proposto por Piñera: quem vencer a partida de futebol entre a equipe dos membros de seu gabinete e a equipe dos mineiros fica no Palácio de La Moneda, quem perder, VOLTA PRA MINA! Isso é brincadeira que se faça?
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Dicas de Português
Dad Squarisi
dadsquarisi.df@dabr.com.br // Blog da Dad www.correiobraziliense.com.br
Recado
"A cidadania começa com o alfabeto."
Ulisses Guimarães
Com orgulho sim, senhor
O primeiro turno passou. Alguns comemoram a eleição. Outros continuam na disputa. A imprensa divulga desempenhos, números e bancadas. A toda hora o nome dos estados vem ao cartaz. É aí que a porca torce o rabo e fere os ouvidos de eleitos e eleitores. O responsável pela tortura? É ele, o artigo.
Alguns dizem Goiás e Pernambuco. Sou de Goiás. Sou de Pernambuco. Morei em Goiás. Morei em Pernambuco. Passei por Goiás. Passei por Pernambuco. Outros, o Goiás, o Pernambuco. Sou do Goiás. Sou do Pernambuco. Morei no Goiás. Morei no Pernambuco. Passei pelo Goiás. Passei pelo Pernambuco. Eta confusão! Afinal, o nome pede ou não pede o ozinho?
Acredite: Goiás, Pernambuco & outros têm alergia ao artigo. Diante deles, o estado fica vermelho, inchado, cheio de erupções cutâneas. Por isso, pede piedade. Por que não atendê-lo? Livre-o do indesejado. Sem ele, a unidade federada exibe todo o charme e lembra os ilustres da terra.
Conhece? Cora Coralina morou em Goiás. Carolina Ferraz nasceu em Goiás e se mudou para o Rio. Leonardo deixou Goiás para ganhar o Brasil. Gilberto Freire, Joaquim Nabuco e Alceu Valença enchem Pernambuco de orgulho.
Os goianos e os pernambucanos não lamentam a debandada das celebridades locais. Aplaudem-nas estejam onde estiverem. Eles sabem de pormenor pra lá de importante. Goiano que é goiano, pernambucano que é pernambucano saem do estado, mas o estado não sai deles.
Como saber?
O nome de outros estados também provoca confusão. É o caso de Mato Grasso, Mato Grosso do Sul, Tocantins. Eles pedem artigo? As dúvidas são muitas. As respostas, difíceis. Como safar-se? Há um caminho infalível pra chegar lá. Chama-se dicionário. A gente procura o verbete do gentílico. O paizão dirá "natural de, do, da". Se aparecer de, o artigo não tem vez. Se do, da, o pequenino terá passagem franca. Veja:
Mato-grossense — o natural ou habitante de Mato Grosso
Mato-grossense-do-sul — o natural ou habitante de Mato Grosso do Sul
Tocantinense — o natural de Tocantins
Baiano — o natural da Bahia
Amazonense — o natural do Amazonas
E por aí vai.
Na prática
Quer exemplos? Ei-los:
Mato Grosso fica na Região Centro-Oeste. Visitei Mato Grosso. Trabalho em Mato Grosso. Cheguei de Mato Grosso. Mato Grosso do Sul já foi Mato Grosso. Estudei em Mato Grosso do Sul. Na viagem, você passou por Mato Grosso do Sul?
Quem vai passar o carnaval na Bahia? Você já foi à Bahia? Caetano nasceu na Bahia.
O Amazonas é o estado que melhor preserva a floresta. Vamos passar as férias no Amazonas?
Outra súplica
Sergipe está no mesmo barco de Goiás e Pernambuco. O pobre estado, sem saber a razão, passou a ser chamado de "o Sergipe". Inimigo incondicional do artigo, ele esperneia, arranca os cabelos, chora e grita. Em desespero, suplica aos falantes da língua portuguesa: "Lembrem-se, por favor. Eu me chamo Sergipe. Tenho belas praias e recebo muito bem os turistas. Venham a Sergipe".
Colaboração
Deus se escreve sempre com letra maiúscula? Wagner responde com este diálogo:
O padre diz ao fiel:
— Jure que Deus é um.
O fiel responde:
— Não há deus. Só há Deus.
Leitor pergunta
A reforma ortográfica alterou a grafia de dia a dia?
João Brasil, BrasíliaDia a dia, como mão de obra, pé de moleque, tomara que caia e mula sem cabeça, perdeu o tracinho. Agora todas se escrevem assim — soltinhas, sem lenço e sem documento.
Coluna publicada na edição de quarta-feira, 6 de outubro de 2010 do Jornal do Commercio
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Dicas de Português
Coluna da Dad Squarisi (dad.squarisi@correioweb.com.br) publicada no Jornal do Commercio.
Edição de segunda-feira, 27 de setembro de 2010.
Caderno B, página 14.
A primavera e a mitologia grega
Oba! Na quinta, a primavera pediu passagem. Nalguns estados, chegou coberta de flores. Noutros, trouxe neve. Há também os que nem sentiram a mudança. É o caso de Brasília. A capital dos brasileiros queima. Há 125 dias não cai uma gota de água do céu. A umidade relativa do ar rivaliza com a do deserto do Saara. Beira 10%. Há quem diga que está bem abaixo. Valha-nos, Deus!
Mas a nova estação obedece ao calendário. Cá está. Vale, pois, conhecê-la um pouquinho mais. Comecemos pela etimologia. Primavera vem do latim. Na língua dos romanos, dizia-se primo vera. Em bom português: primeiro verão. Por quê? A história tem a ver com a mitologia grega.
Deméter, a deusa da agricultura
Perséfone encantava a todos por sua alegria e beleza. Era filha de Zeus, o deus dos deuses, e de Deméter, a deusa da agricultura. Um dia, ela veio à Terra dar uma voltinha. Hades, o senhor dos mortos, a viu. Apaixonou-se na hora. Então, sem mais nem menos, o chão se abriu e engoliu a garota. Antes de desaparecer, ela soltou um grito desesperado. A mãe ouviu.
Deméter procurou a filha durante nove dias e nove noites. Não a encontrou. Inconformada, consultou Hélio, o sol, que tudo vê. Ele sentiu muita pena da mãe. Falou-lhe do rapto. Ela se indignou. Disse que não voltaria ao Olimpo sem a filha. A deusa da agricultura deixou de cumprir os deveres. Não alimentava a Terra. Faltou comida. Os homens passaram fome.
Hermes, mensageiro de Zeus, prometeu trazer Perséfone de volta. Com uma condição: que ela não tivesse provado o alimento dos mortos. A moça voltou. Mas ficou pouco tempo. Havia comido sementes de romã. Hades a levou de volta. Zeus, então, arranjou uma saída. Todos os anos, Perséfone fica com a mãe durante nove meses. A Terra festeja com a primavera, o verão e o outono. Nos outros três, a jovem fica com o marido. Nesse período, o planeta se cobre de gelo. Os grãos não crescem. É o inverno.
Moral da história
Viu? Em tempos idos e vividos, só havia duas estações — o inverno e o verão. O frio durava três meses. O calor, nove. Ora, há calor e calor. Em 270 dias, a temperatura varia: sobe, sobe mais, desce. A natureza também se mexe. As flores se vão, abrem caminho para as frutas que explodem no fim no período. E daí? A primavera é o primeiro verão; o verão, o alto verão; o outono, o baixo verão.
Remédio proibido
"Polícia fechou farmácia que vendia remédios proibidos em Formosa", noticiou a CBN. "Ops!", exclamaram os ouvintes. "A cidade goiana goza de tanto prestígio assim?" Explica-se a surpresa. Do jeito como foi dita, a frase diz que os medicamentos são proibidos em Formosa e liberados Brasil afora. Falso.
O problema? A colocação do adjunto adverbial. Fora do lugar, ele armou a confusão. Melhor devolvê-lo ao termo ao qual se refere. Assim: Em Formosa, polícia fechou farmácia que vendia remédios proibidos. Polícia fechou em Formosa farmácia que vendia remédios proibidos. Polícia fechou farmácia que vendia em Formosa remédios proibidos.
Morte no zoológico
Pode? Pode. Emas e emas apareceram mortas no Zoo Safári de São Paulo. A causa mortis? Sabe-se lá. Só se tem certeza de um pormenor. A reforma ortográfica cassou o acento do hiato oo. Zoo, como voo, perdoo, abençoo e coroo, escreve-se sem chapéu, sem lenço e sem documento.
Safári mantém-se como dantes no quartel de Abrantes. Paroxítona terminada em i, joga no time de táxi e biquíni. Todas exibem um gracioso grampinho.
Recado
"A leitura é forma de felicidade. Se lemos com dificuldade, o autor fracassou."
Jorge Luis Borges
Leitor pergunta
A campanha eleitoral gratuita está no ar. A deste ano trouxe uma novidade. Na telinha aparece escrita a fala do candidato. Tropeços não faltam. Vale o exemplo de Levi Fidelis. Com os segundos contados, ele poupa palavras, mas desperdiça acentos. "Vote PRTB prá presidente" pede. Grampo no pra? Pode?
Carmita Sales, Porto Alegre
Nem pensar. Pra é monossílaba átona. Fraquinha, não suporta nem grampos nem chapéus. Xô! Aprecie a felicidade da mocinha: Pra frente, Brasil. Este é um país que vai pra frente. Vote em mim pra presidente.
Edição de segunda-feira, 27 de setembro de 2010.
Caderno B, página 14.
A primavera e a mitologia grega
Oba! Na quinta, a primavera pediu passagem. Nalguns estados, chegou coberta de flores. Noutros, trouxe neve. Há também os que nem sentiram a mudança. É o caso de Brasília. A capital dos brasileiros queima. Há 125 dias não cai uma gota de água do céu. A umidade relativa do ar rivaliza com a do deserto do Saara. Beira 10%. Há quem diga que está bem abaixo. Valha-nos, Deus!
Mas a nova estação obedece ao calendário. Cá está. Vale, pois, conhecê-la um pouquinho mais. Comecemos pela etimologia. Primavera vem do latim. Na língua dos romanos, dizia-se primo vera. Em bom português: primeiro verão. Por quê? A história tem a ver com a mitologia grega.
Deméter, a deusa da agricultura
Perséfone encantava a todos por sua alegria e beleza. Era filha de Zeus, o deus dos deuses, e de Deméter, a deusa da agricultura. Um dia, ela veio à Terra dar uma voltinha. Hades, o senhor dos mortos, a viu. Apaixonou-se na hora. Então, sem mais nem menos, o chão se abriu e engoliu a garota. Antes de desaparecer, ela soltou um grito desesperado. A mãe ouviu.
Deméter procurou a filha durante nove dias e nove noites. Não a encontrou. Inconformada, consultou Hélio, o sol, que tudo vê. Ele sentiu muita pena da mãe. Falou-lhe do rapto. Ela se indignou. Disse que não voltaria ao Olimpo sem a filha. A deusa da agricultura deixou de cumprir os deveres. Não alimentava a Terra. Faltou comida. Os homens passaram fome.
Hermes, mensageiro de Zeus, prometeu trazer Perséfone de volta. Com uma condição: que ela não tivesse provado o alimento dos mortos. A moça voltou. Mas ficou pouco tempo. Havia comido sementes de romã. Hades a levou de volta. Zeus, então, arranjou uma saída. Todos os anos, Perséfone fica com a mãe durante nove meses. A Terra festeja com a primavera, o verão e o outono. Nos outros três, a jovem fica com o marido. Nesse período, o planeta se cobre de gelo. Os grãos não crescem. É o inverno.
Moral da história
Viu? Em tempos idos e vividos, só havia duas estações — o inverno e o verão. O frio durava três meses. O calor, nove. Ora, há calor e calor. Em 270 dias, a temperatura varia: sobe, sobe mais, desce. A natureza também se mexe. As flores se vão, abrem caminho para as frutas que explodem no fim no período. E daí? A primavera é o primeiro verão; o verão, o alto verão; o outono, o baixo verão.
Remédio proibido
"Polícia fechou farmácia que vendia remédios proibidos em Formosa", noticiou a CBN. "Ops!", exclamaram os ouvintes. "A cidade goiana goza de tanto prestígio assim?" Explica-se a surpresa. Do jeito como foi dita, a frase diz que os medicamentos são proibidos em Formosa e liberados Brasil afora. Falso.
O problema? A colocação do adjunto adverbial. Fora do lugar, ele armou a confusão. Melhor devolvê-lo ao termo ao qual se refere. Assim: Em Formosa, polícia fechou farmácia que vendia remédios proibidos. Polícia fechou em Formosa farmácia que vendia remédios proibidos. Polícia fechou farmácia que vendia em Formosa remédios proibidos.
Morte no zoológico
Pode? Pode. Emas e emas apareceram mortas no Zoo Safári de São Paulo. A causa mortis? Sabe-se lá. Só se tem certeza de um pormenor. A reforma ortográfica cassou o acento do hiato oo. Zoo, como voo, perdoo, abençoo e coroo, escreve-se sem chapéu, sem lenço e sem documento.
Safári mantém-se como dantes no quartel de Abrantes. Paroxítona terminada em i, joga no time de táxi e biquíni. Todas exibem um gracioso grampinho.
Recado
"A leitura é forma de felicidade. Se lemos com dificuldade, o autor fracassou."
Jorge Luis Borges
Leitor pergunta
A campanha eleitoral gratuita está no ar. A deste ano trouxe uma novidade. Na telinha aparece escrita a fala do candidato. Tropeços não faltam. Vale o exemplo de Levi Fidelis. Com os segundos contados, ele poupa palavras, mas desperdiça acentos. "Vote PRTB prá presidente" pede. Grampo no pra? Pode?
Carmita Sales, Porto Alegre
Nem pensar. Pra é monossílaba átona. Fraquinha, não suporta nem grampos nem chapéus. Xô! Aprecie a felicidade da mocinha: Pra frente, Brasil. Este é um país que vai pra frente. Vote em mim pra presidente.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Jazz de Nova Orleans no Municipal
Minha primeira vez no Municipal foi marcada por uma apresentação inesquecível de jazz da melhor qualidade. Fui com a Patrícia e meu irmão André. Não esperava que seria recebido pelo melhor do gênero musical e uma apresentação repleta de sentimentos. Irvin Mayfield and the New Orleans Jazz Orchestra foram da comoção com uma homenagem ao pai de Irvin, falecido na tragédia do Furacão Katrina, em 2005, que se abateu sobre Nova Orleans até momentos de muita diversão, o que prevaleceu durante o show. A banda conseguiu emocionar e descontrair o público levando todos ao delírio muitas vezes. Os aplauso não faltaram e para tornar tudo mais imprevisível, desceram do palco e se juntaram à plateia quando a maioria já se retirava achando que o espetáculo havia terminado. Fomos brindados por uma cancha de "When the saints go marching in" em volta de um casal de velhinhos, provavelmente os mais velhos do local. Não sei se conheciam, mas sim que foi incrível ver jazzistas de New Orleans tão próximos desfilando instrumentos e talento bem de perto. Confiram algumas fotos.











| Irvin Mayfield |
| Restaurante Assírius |
| meu irmão André |
| Eu e Patrícia |
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Brasileirão só classificará três para a Libertadores 2011
O G-4 virou G-3. Foi isso que aconteceu, na prática, após o anúncio da Conmebol nesta quarta-feira, em comunicado oficial. Segundo a entidade, o título da Libertadores não abrirá mais uma vaga extra ao respectivo país da equipe campeã. Como o Internacional é o atual dono do troféu, isso significa que o Brasileiro deste ano só classificará três times para a próxima Libertadores.
A mudança se deve ao fato de que a Copa Sul-Americana passou a valer uma vaga para a Libertadores. Assim, a única possibilidade de um país ter um representante a mais no torneio é conquistando a Sul-Americana. Neste momento, quem perderia a vaga na mais importante competição do continente é o Botafogo, que tem 38 pontos e está em quinto - o Inter, em quarto lugar, já está assegurado.
A mudança se deve ao fato de que a Copa Sul-Americana passou a valer uma vaga para a Libertadores. Assim, a única possibilidade de um país ter um representante a mais no torneio é conquistando a Sul-Americana. Neste momento, quem perderia a vaga na mais importante competição do continente é o Botafogo, que tem 38 pontos e está em quinto - o Inter, em quarto lugar, já está assegurado.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Incêndio em plataforma é extinto e não há sinais de poluição - Internacional - Notícia - VEJA.com
Incêndio em plataforma é extinto e não há sinais de poluição - Internacional - Notícia - VEJA.com
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| Novo incêndio em plataforma de petróleo no Golfo do México (AFP) |
domingo, 29 de agosto de 2010
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Falar em público não é nenhum bicho-papão
Políticos jovens estão arrancando os cabelos. Marinheiros de primeira viagem, morrem de medo de falar em público. Mas a campanha está nas ruas. Se não se virarem, os votos batem asas e voam. O que fazer? Sem dinheiro pra pagar fonoaudiólogos e marqueteiros, muitos pediram ajuda à coluna. Sabem que, na corrida eleitoral — e na vida —, falar para grandes plateias é condição indispensável.
Mas eles estremecem só de imaginar a hipótese de abrir a boca diante de estranhos. Dizem que não nasceram para os refletores. Enganam-se. A ciência prova o contrário. Falar bem não é dom divino. Falar bem — como nadar bem, saltar bem, escrever bem, ler bem — é habilidade. Exige treino.
Os profissionais da palavra — professores, políticos, consultores, apresentadores de programas de tevê — aprenderam há muito a "conversar" com o público. Desenvolveram habilidades corporais e linguísticas capazes de torná-los bons comunicadores. Vamos a elas?
Regra soberana
Seja natural. Seja você mesmo. Não tente imitar Jô Soares, Sílvio Santos ou Faustão. Você fala porque tem algo a dizer. E há um público que quer ouvir você. Se quisesse ouvir outro, o outro seria convidado. Em suma: fique à vontade.
O corpo comunica
Nós falamos com as palavras e o corpo. O gesto, o olhar, o movimento transmitem mensagens. Pesquisas revelam o peso de cada componente:
Palavra: 7%
Inflexão da voz, pronúncia, emoção: 38%
Gesto, movimento, dinâmica, traje, expressão fisionômica: 55%
Habilidades
1. Mantenha o plexo solar à mostra. Ele emite energia para o grupo. Exiba-o vaidosamente. Como? Encaixe a cintura pélvica. Apoie os dois pés no chão e jogue os ombros pra trás.
2. Respire com o plexo solar. Deixe o ar chegar lá embaixo. Pratique. Deite-se com um livro sobre a barriga. Preste atenção ao vaivém do ar.
3. Olhe para o público. O alimento do orador é o olhar. Você fala com gente de carne e osso. Olhe nos olhos dos ouvintes. Não eleja só um ou dois. Mire todos. Eles retribuirão. Ops! Não olhe para o chão, o teto ou um ponto neutro. Se cair nessa esparrela, você desqualifica a plateia.
4. Fale com voz pausada. Nem tão rápido. Nem tão lento. A sabedoria está no meio.
5. Cuide da voz. Uma voz clara, harmoniosa e sedutora não cai do céu nem salta do inferno. É conquista. Há exercícios simples que ajudam. E como!
Truques para a voz
1. Fale ou cante com o lápis na boca.
2. Pratique o trava-línguas. Eis quatro exercícios:
– A aranha arranha o jarro. O jarro arranha a aranha.
– O céu está enladrilhado. Oh! Quem o enladrilhou? O mestre que o desenladrilhar/ Bom desenladrilhador será.
– Se o papa papasse papa / Se o papa papasse pão / O papa não seria papa / O papa seria papão.
– O otorrinolaringologista / O otorrinolaringologando / A otorrinolaringologia.
3. Dê colorido à voz. Xô, monotonia! Como? Cante um verso e fale outro:
– Se esta rua, se esta rua fosse minha (cante)
– Eu mandava, eu mandava ladrilhar (fale)
– Com pedrinhas, com pedrinhas de brilhante (cante)
– Para o meu, para o meu amor passar (fale)
4. Descanse a voz. Uma dica: com os lábios, faça como os bebês – brrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr. Outra dica: vibre a língua no céu da boca.
Dica
Até grandes atores tremem ao entrar no palco. É o caso de Liza Minelli, Fernanda Montenegro, Maria Bethânia e tantos outros. Escritores consagrados não ficam atrás. Graciliano dizia que um grande autor se conhece não pelo que escreve, mas pelo que joga no lixo. E você? Seja qual for sua profissão, há sempre um momento em que terá de pegar o boi pelos chifres. Nas organizações modernas, exige-se cada vez mais a manifestação oral. Esteja preparado para o desafio. Treine.
Coluna da Dad Squarisi, publicada na edição do dia 30 de agosto de 2010, do Jornal do Commercio.
Mas eles estremecem só de imaginar a hipótese de abrir a boca diante de estranhos. Dizem que não nasceram para os refletores. Enganam-se. A ciência prova o contrário. Falar bem não é dom divino. Falar bem — como nadar bem, saltar bem, escrever bem, ler bem — é habilidade. Exige treino.
Os profissionais da palavra — professores, políticos, consultores, apresentadores de programas de tevê — aprenderam há muito a "conversar" com o público. Desenvolveram habilidades corporais e linguísticas capazes de torná-los bons comunicadores. Vamos a elas?
Regra soberana
Seja natural. Seja você mesmo. Não tente imitar Jô Soares, Sílvio Santos ou Faustão. Você fala porque tem algo a dizer. E há um público que quer ouvir você. Se quisesse ouvir outro, o outro seria convidado. Em suma: fique à vontade.
O corpo comunica
Nós falamos com as palavras e o corpo. O gesto, o olhar, o movimento transmitem mensagens. Pesquisas revelam o peso de cada componente:
Palavra: 7%
Inflexão da voz, pronúncia, emoção: 38%
Gesto, movimento, dinâmica, traje, expressão fisionômica: 55%
Habilidades
1. Mantenha o plexo solar à mostra. Ele emite energia para o grupo. Exiba-o vaidosamente. Como? Encaixe a cintura pélvica. Apoie os dois pés no chão e jogue os ombros pra trás.
2. Respire com o plexo solar. Deixe o ar chegar lá embaixo. Pratique. Deite-se com um livro sobre a barriga. Preste atenção ao vaivém do ar.
3. Olhe para o público. O alimento do orador é o olhar. Você fala com gente de carne e osso. Olhe nos olhos dos ouvintes. Não eleja só um ou dois. Mire todos. Eles retribuirão. Ops! Não olhe para o chão, o teto ou um ponto neutro. Se cair nessa esparrela, você desqualifica a plateia.
4. Fale com voz pausada. Nem tão rápido. Nem tão lento. A sabedoria está no meio.
5. Cuide da voz. Uma voz clara, harmoniosa e sedutora não cai do céu nem salta do inferno. É conquista. Há exercícios simples que ajudam. E como!
Truques para a voz
1. Fale ou cante com o lápis na boca.
2. Pratique o trava-línguas. Eis quatro exercícios:
– A aranha arranha o jarro. O jarro arranha a aranha.
– O céu está enladrilhado. Oh! Quem o enladrilhou? O mestre que o desenladrilhar/ Bom desenladrilhador será.
– Se o papa papasse papa / Se o papa papasse pão / O papa não seria papa / O papa seria papão.
– O otorrinolaringologista / O otorrinolaringologando / A otorrinolaringologia.
3. Dê colorido à voz. Xô, monotonia! Como? Cante um verso e fale outro:
– Se esta rua, se esta rua fosse minha (cante)
– Eu mandava, eu mandava ladrilhar (fale)
– Com pedrinhas, com pedrinhas de brilhante (cante)
– Para o meu, para o meu amor passar (fale)
4. Descanse a voz. Uma dica: com os lábios, faça como os bebês – brrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr. Outra dica: vibre a língua no céu da boca.
Dica
Até grandes atores tremem ao entrar no palco. É o caso de Liza Minelli, Fernanda Montenegro, Maria Bethânia e tantos outros. Escritores consagrados não ficam atrás. Graciliano dizia que um grande autor se conhece não pelo que escreve, mas pelo que joga no lixo. E você? Seja qual for sua profissão, há sempre um momento em que terá de pegar o boi pelos chifres. Nas organizações modernas, exige-se cada vez mais a manifestação oral. Esteja preparado para o desafio. Treine.
Coluna da Dad Squarisi, publicada na edição do dia 30 de agosto de 2010, do Jornal do Commercio.
Rio sem Fumo melhora qualidade do ar
O Incor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP) e a Sesdec (Secretaria de Estado de Saúde) e Defesa Civil do Rio de Janeiro acabam de finalizar pesquisa sobre o impacto da Lei de Ambiente Livre do Tabaco no Estado sobre a qualidade do ar respirado em bares, casas noturnas e restaurantes. O estudo foi realizado antes e depois de 12 semanas da implantação da Lei Estadual 5517/09, sancionada em agosto de 2009, conhecida como Rio Sem Fumo. O parâmetro para essa avaliação foi a concentração de CO (monóxido de carbono) presente no ar ambiente desses estabelecimentos. Na média, houve queda de 1.4 ppm (partes por milhão) na concentração desse gás nas áreas estudadas, depois da implantação da lei. Em alguns estabelecimentos, como em bares, as medições caíram de 5 ppm para 1 ppm, nível muito próximo do encontrado em áreas livres da cidade (menos de 1ppm).
“Essa mudança equivale a sair de um período de horas parado em um túnel congestionado de carros, numa capital poluída como São Paulo, para o ar respirado em um parque arborizado”, diz a Dra. Jaqueline Scholz Issa, cardiologista e coordenadora da pesquisa do Incor realizada no Rio de Janeiro.
Considerado um dos principais componentes da fumaça do cigarro, o monóxido de carbono é identificado como fator de risco para as doenças do coração e dos vasos, quando presente no organismo humano em altos níveis e por longo tempo. Não há ambiente seguro para o ser humano com qualquer concentração de fumaça do cigarro, afirma a pesquisadora do Incor.
“O estudo mostra que ambiente livre de tabaco é um ganho incontestável para a preservação da saúde de frequentadores e de funcionários, inclusive fumantes, de bares, restaurantes e casas noturnas”, ressalta Waldir Leopércio, pneumologista e coordenador do Rio Sem Fumo, da Sesdec.
No âmbito das políticas públicas antitabaco, o estudo do Rio tem relevância no interesse da comunidade científica internacional, diz Jaqueline. Pesquisa com resultados semelhantes, só que realizada em São Paulo , em 2009, será apresentada pela pesquisadora do Incor, em novembro próximo, em um dos principais congressos internacionais de cardiologia, promovido pelo American Heart Association.
Para o estudo do Incor/Sesdec no Rio de Janeiro, foram feitas duas medições de concentração de CO, utilizando monoxímetros portáteis, em 146 estabelecimentos. O primeiro registro aconteceu logo antes da implantação da lei, em novembro de 2009, e o segundo, 12 semanas depois, em fevereiro de 2010. Os dados da concentração de CO da cidade, nesse mesmo período, foram fornecidos pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e comprovaram que não houve influência nos resultados da pesquisa de outra condição que não fosse a aplicação da lei antifumo para explicar a redução do CO.
Segundo o levantamento do Incor, em áreas fechadas, a concentração de CO foi de 2.60 ppm, antes da lei, e de 1.12 ppm, depois de 12 semanas da proibição do fumo nesses locais. Nas parcialmente fechadas, a concentração foi 2.74 ppm para 1.3 ppm. Em áreas abertas, o nível foi de 2.61 ppm para 1.14 ppm. De acordo com esses dados, a redução da poluição do ar foi de 56,9%, 52,6% e 56,3%, respectivamente.
A redução porcentual da poluição pelo CO nos estabelecimentos cariocas foi um pouco menor que aquela obtida em São Paulo (70%), comenta a pesquisadora do Incor. “Possivelmente isso se deve ao fato de que, já na primeira medição no Rio, vários estabelecimentos, principalmente os restaurantes, já estavam adaptados à condição de ambiente livre de tabaco, em função da lei municipal de 2008” .
Nos países em que a lei de ambiente livre de tabaco vigora há mais tempo, houve redução de 10% a 30% no número de mortes e internações por problemas cardiovasculares. Esse é o resultado que a equipe de pesquisadores do Incor espera encontrar também no Rio de Janeiro e em São Paulo , na segunda fase dos estudos em andamento nesses Estados.
Malefícios do monóxido de carbono para o sistema cardiovascular
No organismo humano, o monóxido de carbono concorre com o oxigênio – isso significa menor oxigenação do sangue, células e tecidos e, consequentemente, maior oxidação no organismo. Aos poucos, essa condição metabólica acelera o envelhecimento do endotélio, que é a camada de células que formam a parede de vasos e artérias do corpo humano. Num processo em cascata, surgem inflamações e obstruções dessas vias de passagem do sangue no organismo, que, nessa condição, não conseguem alimentar de oxigênio e de nutrientes as células, os tecidos e os órgãos do corpo humano. Esse processo de envelhecimento acelerado dos vasos é conhecido como aterosclerose e sua evolução leva à ocorrência de infarto do miocárdio e de acidente vascular cerebral, além de trombose em membros diversos.
Fotos pós maraca fla0x0cam 26/08/10
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| Quarteto fantástico |
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| Ricardo felizão com o empate |
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| Olha o jogo Diego... tá tão ruim assim? |
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| senta aí Leandro! |
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| Claudinho e Bochecha!!! |
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| Garoto propaganda da Genial |
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| O Rio de Janeiro continua lindo! |
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| 1ª panorâmica |
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| Panorâmica do Maracanã |
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| Débora em destaque |
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| Mesmo amargando um zero a zero tosco, elas são só sorriso |
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| Jogo tenso... |
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| Presta atenção na foto por... |
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| Turma |
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| Turma (bem melhor!) |
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Fernando Pessoa ganha exposição
Até janeiro de 2011 a exposição estará no Museu da Língua Portuguesa em São Paulo.
http://g1.globo.com/jornal-da-globo
http://g1.globo.com/jornal-da-globo
Mexicana é eleita Miss Universo 2010
O México tem a mulher mais bela do mundo.
Mexicana conquista Miss Universo 2010 - Celebridades - Notícia - VEJA.com
Mexicana conquista Miss Universo 2010 - Celebridades - Notícia - VEJA.com
Avião cai no Nepal
Avião carregaria 11 passageiros e 3 tripulantes.
Uma testemunha disse que não há sobreviventes.
Ainda não há confirmação oficial.
Avião cai no Nepal com 14 pessoas a bordo - O Globo
Uma testemunha disse que não há sobreviventes.
Ainda não há confirmação oficial.
Avião cai no Nepal com 14 pessoas a bordo - O Globo
Sigilo vazado por R$ 200
Informações sigilosas são vendidas livremente no centro de São Paulo.
Depois não sabemos como descobrem nosso telefone, endereço, senha do banco...
Agora, como conseguiram isso?
Tenho certeza que não foi Papai Noel.
Siga o link
Sigilo vazado por R$ 200: CDs com dados de aposentados e donos de carros são vendidos ... - O Globo
Depois não sabemos como descobrem nosso telefone, endereço, senha do banco...
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Tenho certeza que não foi Papai Noel.
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Sigilo vazado por R$ 200: CDs com dados de aposentados e donos de carros são vendidos ... - O Globo
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