Nada para escrever. Pela primeira vez - anos se passaram - me aventuro a divagar pelo nada.
O que vem: nada.
E assim continuo digitando, teclando, quase datilografando, à espera de nada que seja nada.
Alguma coisa.
Uma vez que o que queira escrever, de fato, esteja longe de ser formulado, não me incabulo de vasculhar o nada.
Política, Futebol, Inventário.
Dilma cacarejou.
Serra grilou.
Vasco perdeu.
Botafogo empatou.
Tanta mesmice, que prefiro viajar sobre o nada.
Nada na mente, nada nas ideias, nada me interessa.
Em busca de uma nova maneira de viver, me deparo com o nada.
Mas, é assim mesmo. Isso é super natural. Deveria estar acostumado. Ou, deveria prever.
Mas. Nada.
Prefiro seguir o conselho espiritual: entregue.
Para o quê? Quem?
Nada...
Deixo a vida me levar.
Sem me descuidar.
Não entrego.
Rezo.
Seja o que for, continuo sendo.
Algo que não seja nada.
acho que escrever sobre o vazio surpreendentemente nos preenche
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